Bem-lindos, tolos os seis e todos vocês, aos Trocadilhos e Desaforismos do Manolé Galzam!
Não cercam a palma, flor-vapor, nem percam a calma, por favor! Deitai-vos, deleitai-vos na relva funesta da selva-flor esta, que este bosque é uma floresta de palavras selvagens, tão difáceis de domar como as mágoas ou as águas do mar.
Minha imaginação não conhece rédea ou limite: se por sua própria sanidade você tem amor, nem nunca não me imite! De qualquer maneira, isso eu gostaria de ver você tentar até plantar bananeira...
Isto aqui é pasto nefasto, hem! Se quiser entrar, por conta própria e seu risco vem, mas as consequencias eu não assumo nem!
Afinal, todos nós bem sabemos que hoje vivemos na Era do Cidadão Irrelevante, onde tolos podem pensar e até dizer ou escrever (mas não fazer, vejam só ou vai ser o mó nó, ó!) o que bem quiserem, já que republicamente as opiniões pessoais não contam nem importam mais em nada na já há muito agendada trajetória da inglória história. Eleitores não mantêm memória, e por isso agora são quase apenas coisas a serem manipuladas de modo a formar, bienalmente, pelotões-de-apertar-botões no dia da escorregadia lisura das eleições. Os partidos e candidatos trampolíticos cleptocrápulas estão sempre ocupados demais com as sutilezas e manhas tamanhas de suas eternas eleitorais campanhas. De tanto terem que colocar de novo e de novo outra vez em pé o ovo, ah, não sobra tempo algum a perder com o povo! Mas como ainda é preciso vender a imagem, há então que fornecer miragem...
Mas, já que a rês pública (quem, quem mandou alguém deixar o tal marechal proclamar aos quatrocentos ventos e aos ouvidos dos mamíferos de plantão e de índole lúbrica que as tetas da rês doravante seriam coisa pública!?) se faz de tonta para não perceber que sua ida é uma existência apenas de faz-de-conta e quase sem base, de trampolítica gasta por enquanto já basta!
Ah, se você que está lendo isto agora flor uma bela mulher, aqui vão algumas palavras gentis com certeiras e fartas intenções terceiras e quartas: você não é apenas bonita, sua beleza é incomparavelmente infinita, você é qualitatitativamente tão única que é a mulher mais linda do universo, e ai de quem disso disser o inverso! Sua beleza tem e mantém uma mansa leveza extrema, ela é não só uma obra de arte suprema, é quase uma blasfêmia ou um crime existir uma assim fêmea sublime! Nada semelhante foi trazido antes por nenhuma metafórica cegonha: acredite, você faz as flores murcharem de vergonha! E se um dia você quiser conhecer do amor o verdadeiro romance, você espertamente vai me enxergar certamente e me dar uma chance. Ave, florboleta suave! Seu brilho pra mim é do tipo assim: o intenso perfume de um jardim de jasmim.
Mudando de assunto, eu preciso confessar logo que estou simplesmente adorando certos aspectos dos espamos decapitalísticos desta crise, por exemplo, em Destroit. Eu tenho e mantenho há muito um ocaso de amor em ódio com o capitalismo.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
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